segunda-feira, 1 de agosto de 2016
B68 precisa de feito histórico para se livrar do rebaixamento
Um milagre. É o que precisa o B68 para se manter na elite do futebol faroês. De um feito que nenhuma equipe conseguiu desde que o campeonato é disputado em 27 rodadas.
Desde 2005, o time que termina a 18ª rodada na lanterna é sempre rebaixado. E olha que muitas vezes a situação nem era tão ruim assim.
Em 2008 o Skála tinha 15 pontos e estava a apenas cinco de ÍF e KÍ, primeiros times fora da zona de rebaixamento. Em 2005 o TB tinha 14 e estava a apenas quatro de VB/Sumba e GÍ. E em 2006 o ÍF tinha 9, apenas três pontos a menos que o oitavo colocado VB/Sumba.
Se nenhum deles evitou a queda, como o B68, que está a 10 pontos de TB e Skála, primeiros times fora da zona, e que ainda não venceu nenhum jogo, pode conseguir? Como eu disse: só com um milagre.
terça-feira, 26 de julho de 2016
A Effodeildin está de volta!
Depois de exatamente um mês, a Effodeildin finalmente está de volta! Todos os jogos da 17ª rodada foram no domingo, e aconteceram no mesmo horário, mas infelizmente nenhum deles foi transmitido.
Em Norðragøta, o Víkingur recebeu o AB e resolveu a parada ainda no primeiro tempo com gols de Finnur Justinussen, Hanus Jacobsen e Sølvi Vatnhamar, aos 20', 26' e 38', respectivamente.
Na capital, o HB enfrentou o Skála e venceu com gol de Jóhan Davidsen aos 13'.
Em Runavík, o NSÍ sofreu um pouco para bater o último colocado B68. A equipe da casa ficou na frente do placar graças a um gol contra de Oddur Højgaard aos 15', mas Óli Olsen deixou tudo igual ainda no primeiro tempo, aos 41'. O gol da vitória foi marcado pelo meia Nicolaj Køhlert somente aos 76'. Foi o primeiro gol do dinamarquês com a camisa do NSÍ.
Em Trongisvágur, o B36 venceu o TB apenas por um a zero apesar de ter um jogador a mais desde os 23'. O único gol do jogo foi marcado por Odmar Færø aos 25', pegando rebote do pênalti de Róaldur Jakobsen que foi defendido pelo goleiro dinamarquês Casper Razda. Veja a galeria de imagens da partida.
Em Klaksvík aconteceu a grande surpresa da rodada. Com hat-trick de Adeshina Lawal, o ÍF venceu o líder KÍ por 4 a 2 e encerrou a sequência dos azuis de 17 jogos sem derrota. Curiosamente, a última derrota antes dessa também foi um 4 a 2, na 3ª rodada contra o HB em Tórshavn. Veja a galeria de imagens da partida.
Os gols da rodada:
A classificação não sofreu nenhuma alteração. O KÍ continua líder, com 38 pontos, mas agora tem apenas quatro de vantagem sobre o Víkingur. O NSÍ é o terceiro com 33. Logo atrás vem a dupla de Tórshavn, B36 e HB, com 29 e 28, respectivamente. O ÍF é o sexto com 25, seguido por Skála (17) e TB (14). Na zona de rebaixamento, o AB tem 9 e o B68, único time que ainda não venceu, tem 7.
Os jogos da próxima rodada estão distribuídos entre os dias 27 e 31. Só não terá jogo no dia 30.
Em Norðragøta, o Víkingur recebeu o AB e resolveu a parada ainda no primeiro tempo com gols de Finnur Justinussen, Hanus Jacobsen e Sølvi Vatnhamar, aos 20', 26' e 38', respectivamente.
Na capital, o HB enfrentou o Skála e venceu com gol de Jóhan Davidsen aos 13'.
Em Runavík, o NSÍ sofreu um pouco para bater o último colocado B68. A equipe da casa ficou na frente do placar graças a um gol contra de Oddur Højgaard aos 15', mas Óli Olsen deixou tudo igual ainda no primeiro tempo, aos 41'. O gol da vitória foi marcado pelo meia Nicolaj Køhlert somente aos 76'. Foi o primeiro gol do dinamarquês com a camisa do NSÍ.
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| Jogadores do B36 comemorando o gol. Foto: in.fo |
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| ÍF surpreendeu KÍ em Klaksvík. Foto: Danial Viðoy/Norðlýsið |
Os gols da rodada:
A classificação não sofreu nenhuma alteração. O KÍ continua líder, com 38 pontos, mas agora tem apenas quatro de vantagem sobre o Víkingur. O NSÍ é o terceiro com 33. Logo atrás vem a dupla de Tórshavn, B36 e HB, com 29 e 28, respectivamente. O ÍF é o sexto com 25, seguido por Skála (17) e TB (14). Na zona de rebaixamento, o AB tem 9 e o B68, único time que ainda não venceu, tem 7.
Os jogos da próxima rodada estão distribuídos entre os dias 27 e 31. Só não terá jogo no dia 30.
domingo, 3 de julho de 2016
A seleção sub-19 feminina deu show na Lituânia!
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| Foto: Página do B36 no Facebook |
No primeiro jogo, vitória sobre a Letônia por 6 a 0 com gols de Durita Hummeland, Evy á Lakjuni (duas vezes), Hjørdis Rasmusdóttir, um gol contra de Jana Romase e mais um de Hjørdis.
Na segunda partida, contra a seleção da casa, vitória por 3 a 0 com gols de Rebekka Danielsen, Julia Naomi Mortensen e Jónvá Hentze.
Por fim, na sexta-feira contra a Estônia, mais uma vitória por 3 a 0, gols de Elisabet Vang, Evy á Lakjuni e Criselle Tennosaar (contra).
Veja todos os gols das três partidas (alguns foram verdadeiros golaços):
Em agosto a seleção feminina principal participará da Copa Báltica, que será disputada na Letônia. Cinco jogadoras da sub-19 foram convocadas: Anna Hansen, Durita Hummeland, Elisabet Vang, Gudný Johannesen e Jónvá Hentze. Veja a convocação completa.
sábado, 2 de julho de 2016
Nas arquibancadas do futebol faroês
A meu convite, o leitor Gilberto Müller Beuren, escreveu este ótimo texto sobre sua viagem. Ele esteve nas Ilhas Faroe em maio deste ano e viu de pertinho, das arquibancadas (mas também não só delas), como se vive o futebol nas ilhas mais fantásticas do planeta.
Eu visitei as Ilhas Faroe em maio deste ano, passei oito dias lá e o principal foco da minha viagem foi conhecer estas maravilhosas ilhas. Porém, como sou muito fã de futebol e já acompanhava o campeonato local mesmo antes de ir viajar, não pude deixar de aproveitar e fazer um turismo “futebolístico” também. Visitei os estádios e sedes de todos os clubes do país, incluindo até alguns que já estão inativos, como o do VB, do vilarejo de Sumba, o local habitado mais ao sul do país, que fica na ilha de Suðuroy. A única exceção foi a casa do B71 de Sandoy, que não pude visitar por questões de tempo, o que me impossibilitou de conhecer a ilha de Sandur, acessível apenas através de ferryboat.
A
primeira impressão que tive, ao visitar estes locais, foi a de como
é tudo muito mais compartilhado com a comunidade. Todos os campos
eram abertos, sem catracas, muros ou portas e qualquer um poderia
entrar ali e bater uma bolinha. Em muitos casos, como em Skála ou em
Sørvágur, haviam crianças locais lá jogando durante a tarde. Na
capital Tórshavn e em Fuglafjørður consegui presenciar as
categorias de base do B36 e do ÍF, respectivamente, treinando. Em
Toftir, no estádio que a seleção utilizava antes da construção
do Tórsvøllur, eu inclusive entrei no campo, peguei uma bola e fiz
um gol.
Também
percebi como é difícil encontrar camisas dos times locais. Existem
duas lojas de esporte no país: a Intersport (com lojas em Tórshavn,
Runavík e Klaksvík) e uma outra que não recordo o nome, mas que
fica no único shopping da capital. Nesta última loja consegui uma
camisa do HB. Na Intersport da capital arrumei uma do B36 e em
Klaksvík garanti a do KÍ. Em Runavík eu infelizmente não consegui
comprar nada, pois a loja já estava fechada. Comprei também a
camisa da seleção no próprio Tórsvøllur, onde tem uma loja que
também é uma espécie de lancheria. Nas sedes dos clubes não há
lojas ou qualquer coisa do tipo que venda produtos dos clubes.
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| Gilberto no estádio do AB. |
No dia 16
de maio, que é um feriado religioso local, algo relacionado com a
Páscoa, mas que não entendi direito, eu estive em Norðragøta
passeando. Naturalmente, dei uma passada pelo Serpugerdi, estádio do
clube local, o Víkingur. Eram 14h quando estive lá e, as 15h iria
acontecer o jogo deles contra o ÍF pela 11ª rodada da Effodeildin.
Infelizmente, como meu roteiro estava apertado, não pude ficar para
assistir. Porém, pude presenciar a chegada dos jogadores dos dois
times. E aqui, mais uma grade diferença em comparação com o
futebol brasileiro (e da maioria dos países que estamos acostumados
a ver): os atletas vieram com os seus carros particulares, muitas
vezes acompanhados de algum outro colega de equipe, e estacionavam no
mesmo lugar que qualquer outro espectador deixa o carro. Como a
distância entre Norðragøta, onde ocorreria o jogo e Fuglafjørður,
casa do ÍF é de apenas 7,5km, o pessoal chegou tranquilamente. Foi
interessante também perceber que, apenas cerca de uma hora antes do
jogo que começam a preparar tudo para organizar o campo. Normalmente
diversas goleiras, de tamanhos diferentes, ficam no gramado, para as
crianças brincarem. Estas só foram retiradas na hora em que os
jogadores já se preparavam para fazer o primeiro aquecimento.
Mais
tarde, voltei para a capital Tórshavn e fui para o Gundadalur para
enfim ter a grande experiência de assistir a um jogo da liga faroesa
ao vivo no estádio. Iriam se enfrentar o B36, atual bicampeão e
B68, equipe de Toftir. O jogo estava marcado para começar as 17:15
e, como cheguei um pouco antes, resolvi aproveitar e abastecer o
carro em um posto que fica bem perto do estádio. Lá, mais uma cena
curiosa: fui na loja de conveniência do posto comprar algum doce
para comer durante o jogo e encontro lá alguns jogadores do TB de
Tvøroyri comprando chocolates. Eles também estavam ali para
assistir ao jogo de mais tarde. Haviam jogado mais cedo contra o AB
em Argir, na região metropolitana de Tórshavn e precisavam matar
tempo até poder pegar o ferryboat de volta para a ilha de Suðuroy
(já que a ilha não é acessível de carro), que só sairia as 20h,
pois era feriado.
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| Crianças brincando no estádio do Skála. |
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| Jogo entre B36 e B68 |
Para
entrar lá, não havia nenhuma catraca, nenhum controle e o ingresso
não era cobrado. Imagino que no resto dos estádios e jogos seja
assim também, já que não havia nada que lembrasse uma bilheteria
nos outros lugares que eu visitei. A maior parte da torcida,
principalmente a que leva bumbos, canta e incentiva o time ficou na
arquibancada destinada ao B36. Do lado que eu fiquei, também estava
a delegação do TB e, bem próximo de mim, um narrador que ia
comentando o jogo. Foi uma partida tranquila para o B36, que venceu
por 3x1 sem grandes dificuldades. Apesar de não estar tão frio
nesse dia (cerca de 6°C), a sensação térmica era bem menor, por
causa do vento, e a experiência de assistir ao jogo na arquibancada
foi congelante.
Antes do
jogo, durante o intervalo e depois do jogo o campo foi invadido por
dezenas de crianças, que ficam lá brincando, chutando a bola contra
o gol ou simplesmente caminhando por lá. Quando o jogo está prestes
a iniciar (ou reiniciar), toca uma sirene e todos saem prontamente do
gramado. O acesso, tanto na entrada quanto na saída é muito
tranquilo e organizado. Eu vi inclusive pessoas com camisas do HB
circulando por lá sem causar nenhum tipo de conflito ou provocação
com os torcedores do B36, que também respeitaram de forma pacífica
a presença dos grandes rivais.
Por fim,
fui para o centro (que fica perto do estádio, já que a cidade, para
os nossos padrões é muito pequena) comer uma pizza. Lá, encontro
novamente alguns jogadores do TB que vieram pegar pizzas para levar
para a viagem.
Fotografia e texto: Gilberto Müller Beuren
Fotografia e texto: Gilberto Müller Beuren
sábado, 25 de junho de 2016
Os adversários dos times faroeses nas competições europeias
Na segunda-feira (20) foram sorteados os confrontos da primeira e da segunda fase preliminar da Champions League e da Europa League, e ontem, sexta-feira, foram sorteados os grupos da fase preliminar da Women's Champions League. Veja quem as equipes faroesas vão enfrentar:
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| Resultado do sorteio da 1ª fase preliminar da Champions League. Foto: UEFA |
O represente das Ilhas Faroe na maior competição de clubes do mundo é o B36. O atual campeão faroês enfrentará o Valletta, de Malta, na primeira fase preliminar.
Em cinco participações, os tigres brancos venceram apenas uma partida na competição, mas foi justamente contra um time maltês, o Birkirkara na edição 2006-07 (3 a 0 fora de casa). Na ocasião o time faroês avançou para a segunda fase e foi eliminado pelo Fenerbahçe.
O Valletta é o terceiro maior campeão maltês com 23 títulos e nunca enfrentou uma equipe faroesa antes.
Jogos
28 de junho: Valletta - B36
5 de julho: B36 - Valletta
UEFA Europa League
Os representantes faroeses na Europa League são Víkingur, HB e NSÍ, que terão de viajar para ex-repúblicas soviéticas para enfrentar Ventspils (Letônia), Levadia Tallinn (Estônia) e Shakhtyor Soligorsk (Bielorrússia), respectivamente, na primeira fase preliminar.
O Víkingur tem 5 participações e é a equipe faroesa a ir mais longe em uma competição europeia, tendo chegando à terceira fase preliminar na temporada 2014-15. Naquela campanha a equipe eliminou um time letão na primeira fase: o FC Daugava (vitória por 2-1 em casa e empate em 1-1 fora).
O Ventspils é o segundo maior campeão letão com 6 títulos. É a única equipe do país a atingir a fase de grupos de uma competição europeia: a UEFA Europa League da temporada 2009-10, e já enfrentou o B68 na Copa da UEFA 2004-05, vencendo os dois jogos (8-0 em casa e 3-0 fora).
Atualmente o time está na segunda colocação da Virsliga com 24 pontos (7V 3E 2D 25GM 15GS), quatro atrás do Spartaks Jūrmala. O veterano Girts Karlsons, de 35 anos, é o artilheiro da equipe e do campeonato com 10 gols.
Jogos
30 de junho: Ventspils - Víkingur
7 de julho: Víkingur - Ventspils
Segundo maior campeão estoniano com 9 títulos, o Levadia Tallinn nunca enfrentou uma equipe faroesa antes. O time chegou aos play-offs da Europa League na temporada 2009-10. Atualmente o time lidera a Meistriliiga com 40 pontos (12V 4E 1D 30GM 9GS), um ponto à frente do Infonet. Um dos destaques do time, Anton Miranchuk é irmão gêmeo de Aleksei Miranchuk, promissor meia russo que joga no Spartak Moskva.
O HB tem 6 participações na Europa League/Copa da UEFA e nunca enfrentou uma equipe da Estônia.
Jogos
30 de junho: Levadia Tallinn - HB
7 de julho: HB - Levadia Tallinn
Último time a vencer o campeonato bielorrusso antes do BATE Borisov iniciar sua sequência de dez títulos consecutivos, o Shakhtyor Soligorsk chegou aos play-offs da Europa League em 2014-15 e nunca enfrentou um time das Ilhas Faroe. Atualmente, é o vice-líder da Premier League Bielorrussa com 24 pontos (7V 3E 4D 18GM 10GS), mesma pontuação do Krumkachy, mas vence no saldo de gols. O líder é o BATE, que tem 31 pontos e um jogo a menos.
Com 7 participações em Europa League/Copa da UEFA, o NSÍ nunca jogou contra uma equipe bielorrussa.
Jogos
30 de junho: NSÍ - Shakhtyor Soligorsk
7 de julho: Shaktyor Soligorsk - NSÍ
UEFA Women's Champions League
Único time a participar das 16 edições da UEFA Women's Champions League, o KÍ ficou no Grupo 1 da fase preliminar com Apollon Ladies (Chipre), PAOK (Grécia) e Hajvalia (Kosovo). Todos os jogos serão no Chipre.
É a quarta vez que o time de Klaksvík fica no grupo do Apollon, nas outras três vezes as cipriotas venceram: 7 a 0 em 2012-13, 3 a 1 em 2014-15 e 2 a 0 em 2015-16. O KÍ nunca enfrentou um time grego antes.
O terceiro integrante do grupo, o Hajvalia, fará história: será o primeiro time kosovar a participar de uma competição europeia.
Jogos
23 de agosto: Apollon Ladies - KÍ
25 de agosto: PAOK - KÍ
28 de agosto: Hajvalia - KÍ
Marcadores:
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