sexta-feira, 12 de fevereiro de 2016

Entrevista: Kenneth Hovgaard Djurhuus, presidente do Giza/Hoyvík


A temporada da 1. deild começa daqui a um mês e um dos times que eu mais quero ver é o Giza/Hoyvík, que jogará a segunda divisão pela primeira vez! Eu conversei com Kenneth Hovgaard Djurhuus, presidente deste pequeno, mas ambicioso clube. Espero que gostem!

A entrevista foi feita ainda em novembro, então leiam como se ainda estivéssemos em 2015.

Além de ser presidente e assistente técnico do Giza/Hoyvík, em que você trabalha?
Eu trabalho como vendedor na Vodafone, companhia telefônica. Estou aqui desde 2012 e eu gosto. Também sou bartender no The Irish Pub desde 2005.

Como jogador, você jogou algumas partidas na Løgmanssteypið, mas nunca jogou uma temporada inteira. Por quê?
Bom, o motivo é bem simples. Quando nós participamos da Løgmanssteypið e eu joguei, estávamos na divisão mais baixa, 3. deild. Eu joguei temporadas completas, mas partidas nessa divisão não fazem parte das estatísticas do faroesoccer.com, infelizmente.

Você também teve uma pequena experiência como árbitro em 2013, como foi?
Bom, nosso clube tem uma política de dar aos membros uns cursos grátis de arbitragem. Eu vi isso como uma oportunidade, dado o fato de que meu joelho estava em péssima forma. Ocorreu tudo bem, mas assim que eu me recuperei da minha cirurgia, jogar futebol foi minha primeira prioridade.

Desde 2014 você é o assistente técnico do time, e neste ano você também se tornou presidente. Quando você decidiu ser o presidente do Giza/Hoyvík?
O clube estava chegando em um ponto onde um monte de pessoas decidiu deixar o navio. Não era um navio afundando mas haviam alguns sinais preocupantes. Eu tenho sido parte deste clube por um longo tempo e eu fui, na verdade, parte do conselho que criou este clube. Então a afeição é real e meu coração me disse para ajudar o clube. Eu faço isso com paixão já que é uma coisa que eu comecei junto com os outros que escolheram ir para outro lugar. Próximo ano eu vou focar 100% em minha posição como presidente e portanto estamos procurando por um novo assistente para Frankie [Jensen, atual técnico do time].

Como toda essa experiência como jogador, árbitro, técnico assistente e agora presidente ajudou você?
Eu sou futebol por dentro e por fora. Futebol corre pelas minhas veias e eu vou estar sempre envolvido com futebol de alguma maneira. Todos esses diferentes tipos de experiência me ajudam a ver um quadro maior. Eu acho que é um trunfo. Jogadores, árbitro e membros do clube podem sempre falar comigo sobre seus pontos de vista e opiniões e eu posso me identificar com isso a qualquer momento.

Nas primeiras três temporadas (2012, 2013, 2014) o time não estava conseguindo o acesso [à 1. deild]. Com você como presidente, o time conseguiu o acesso, fez sua melhor campanha na copa e anunciou um estádio próprio para o próximo ano. Qual sua influência em tudo isso?
Bom, quando nós "assumimos" o clube, sabíamos que era agora ou nunca. O mesmo foi dito no ano anterior mas neste ano nós realmente precisávamos ser promovidos. Então nós fizemos um grande esforço em solidificar o time e ter uma atmosfera positiva no vestiário. Com algumas adições no verão de alguns nomes produtivos, nós conseguimos vencer todos os times, alguns deles de forma bem convincente.

Nossos planos de estádio foram programados há um longo tempo mas finalmente foram pra frente. Se eu e outros temos parte disso, eu não tenho certeza, mas nós realmente trabalhamos duro atrás das cortinas para pressionar os botões certos. O clube está em um ponto em que não podemos crescer muito mais se não tivermos nosso próprio estádio e campo. E com nós no comando finalmente conseguimos encaminhar todo o projeto. Você pode dizer talvez que, se nós não entrássemos no clube talvez a coisa toda seria adiada novamente.

Pra me definir como pessoa, eu odeio ser tratado injustamente. Então eu trabalho extremamente duro em corrigir essas coisas. Eu normalmente não tenho medo de confrontos enquanto eu acredito que merecemos coisas melhores. Algumas pessoas pensam que eu sou um pouco demais, mas aqueles que respeitam nosso clube e trabalham ganham o mesmo de mim. Respeito mútuo é uma das coisas que eu mais valorizo!

Desde a fundação do Giza/Hoyvík em 2012 o clube tem essa ambição de se tornar um dos principais times das Ilhas Faroe?
O Giza foi fundado em 2009 e o FC Hoyvík era conhecido como Fram, um velho clube com base em Tórshavn. O Fram nunca teve uma chance em Tórshavn central, já que as condições não batiam com as dos dois grandes times [HB e B36]. Eles estavam esperando por uma abertura em Hoyvík. Nós começamos nosso próprio clube em 2008, oficialmente fundado em 2009. Nossas ambições foram sempre chegar no topo e claro, miramos a Europa. Nós éramos muito jovens naquela época mas mesmo assim sonhávamos com grandes coisas. Por que não?

Hoje estamos juntos com o FC Hoyvík, que tinha uma sede própria. O FC Hoyvík estava realmente à beira da extinção então eles se ofereceram para se juntar a nós. Tínhamos muitos membros no clube, então foi uma decisão natural e lógica. Nos mudamos de Argir pra Tórshavn, Gundadalur onde nos mudamos para a sede. Isso nos ajudou a ficarmos prontos para o próximo passo: Hoyvík. Desde que começamos o Giza, imaginamos que acabaria em Hoyvík e veja onde estamos indo.

Conte mais sobre você. Quais são os seus hobbies?
Futebol é basicamente a grande coisa junto com a minha família, é claro. Duas crianças, uma filha de cinco anos (jogando no Giza/Hoyvík, claro) e um garoto de um ano. Hobbies junto com futebol, bom eu sou presidente em uma coisa chamada Karaoke Ilhas Faroe. Nós participamos dos campeonatos mundiais de karaoke todo ano, esse ano [será] em Singapura. Então algum tempo é organizando competições locais e encontrando dois cantores, um homem e uma mulher para representar as Ilhas Faroe.

Meu maior hobby entretanto, tem que ser viajar. Eu amo viajar e uso cada oportunidade para ir a algum lugar.

Uma menção engraçada: algumas pessoas, especialmente aquelas no clube, riem um pouco de mim por usar um boné e um suéter, referindo-se a mim como um garoto de escola, mas isso realmente mostra que no fim do dia, eu sou um cara muito casual e relaxado. Ansioso para colocar as coisas em ordem e conseguir tratamento justo onde quer que eu esteja envolvido. Quando estou esfriando e tendo dias de folga, boné, suéter e alguns tênis casuais são as coisas que me ajudam.


As fotos foram cedidas por Kenneth.

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